Texto por Colaborador: Redação 11/07/2023 - 05:26

O Inter versão 2023 - mesmo com novos reforços - tem chances reais de bater o River Plate nas oitavas de final e sonhar com o tri-campeonato continental (possivelmente encarando na sequência Athletico, Fla ou Flu)? Em um ano de baixo rendimento, os comandados de Mano Menezes precisam de quê e quais seriam suas reais chances frente o provável (em questão de dias) campeão argentino? Confira a análise de nossa equipe:

ARIEL

Como de costume, o Inter não teve muita sorte em um sorteio, e ficou com o rival mais complicado na teoria. No entanto, devido aos resultados recentes diante de times médios ou menos expressivos, o Inter não entrou nesta libertadores no grupo dos grandes favoritos, e acredito que isso possa até ser bom, colocando a pressão para o outro lado. 

O River não é o bicho papão e super bem treinado do Gallardo, mas ainda é um grande clube e um elenco poderoso, acostumado a jogar esse tipo de jogo. Mas nós sabemos que o Inter também pode ser forte, embora não tenha o elenco de Flamengo e Palmeiras. Acredito que jogos desse nível, o momento que chegam as equipes é crucial, sendo assim, em Agosto poderemos ver melhor como vão estar o nível das equipes.

Tanto o Inter quanto o River Plate são clubes tradicionais e com histórico de sucesso na Copa Libertadores. Ambas as equipes têm torcidas apaixonadas e jogadores talentosos, o que torna esse confronto potencialmente emocionante. Seria interessante acompanhar os jogos e ver como as equipes se sairão.

ISRAEL

Sempre prefiro enfrentar times menores, nosso elenco ainda não tem a "casca" para os mata-matas mas é um time bom e com a chegada de Aranguiz/Valencia e retorno de Gabriel já é outro time, tem tudo para evoluir. Apesar de em termos de desenvolvimento como equipe infelizmente nosso treinador tem conseguido acrescentar pouco, jogadores espaçados em campo, pouca triangulação e sem agressividade na marcação.

Mas os últimos jogos já tivemos alguma melhora em energia/pulmão conseguindo correr o jogo todo, mas ainda não temos nenhuma regularidade durante os 90 minutos. Vejo o River favorito (60 a 40 para eles), mas já não são mais o mesmo time do Gallardo e devem ser dois ótimos jogos, enfrentarmos times que atacam também nos dá espaço que muitas vezes não temos, é aproveitar a oportunidade e acredito sim que temos potencial para jogarmos mais e seguirmos em frente na Copa Libertadores.

ALAN

Primeiramente eu concordo com tudo que foi dito por meus companheiros, para o bem e para o mal. Todavia, no momento vejo com pessimismo.

Infelizmente o Inter é um clube que trabalha muito mal seu planejamento, chegando novamente em mais um momento decisivo com um time completamente desestruturado, elenco como um todo aquém, que resultou na diminuição de toda a concorrência interna e, por consequência, na baixa qualidade/competitividade do trabalho dos jogadores e da própria comissão técnica. Se não fosse pouco, os reforços - que deveriam ter desembarcado meses atrás - estão chegando ou jogando somente agora, entrando no time sem nenhum entrosamento e nem conseguindo somar 15 treinos juntos, é quase como um pensamento mágico, para não dizer completa incompetência. 

No papel, o XI colorado - totalmente apto - pode (na teoria) enfrentar qualquer clube do continente, no entanto, para isso ocorrer é preciso todo um processo ser bem encaminhado nos meses anteriores. Peças chaves como Aranguiz e Gabriel deveriam estar em plena forma e os mais técnicos - como Valencia, Alan Patrick - bem entrosados. 

Se o Inter tiver que repetir a base de sua equipe em 2023 com jogadores medíocres como Rômulo, Campanharo, Jean Dias, De Pena (como volante é risível, zero tato defensivo) ou Johnny, tendo uma meia-cancha sem pegada e qualidade diferenciada na transição, não temos nenhuma chance. Agora, se conseguirmos entrar nos dois duelos com Aranguiz, Gabriel ou Bruno Henrique (este sendo contratado) no setor crucial da equipe, vejo o Inter com 30% ou 35% de chances de bater os argentinos, que mesmo estando longe do River Plate que metia medo sob o comando de Marcello Gallardo, tem toda uma bagagem inversa ao do SCI: bom planejamento a longo prazo, entrosamento, experiência nesse tipo de confronto e confiança com títulos e sucessos recentes. O Inter entra como azarão e terá que se superar, fazendo o que jamais fez em 2023 para conseguir essa proeza. 

Ainda assim, nos resta na hora do apito inicial, torcer, apoiar e ver no que vai dar.

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