Texto por Colaborador: Redação 05/02/2026 - 02:00

O conselheiro colorado Leonardo Aquino, principal responsável pela ação junto à CBF, revelou à Rádio Guaíba detalhes sobre reunião recente com o presidente Alessandro Barcellos, o ex-mandatário Fernando Carvalho e o advogado Daniel Cravo para tratar do caso envolvendo o título brasileiro de 2005.

O dirigente demonstrou otimismo após o encontro e reforçou que o Internacional segue compilando documentação para apresentar no dossiê à entidade máxima do futebol brasileiro.

"O clube está se movimentando nesse sentido, está sendo feito um trabalho técnico para levantar todos os dados, a questão dos precedentes, do direito desportivo, da competência da CBF para emitir uma decisão sobre o tema", informou Aquino.

Segundo o conselheiro, as principais lideranças coloradas, como Alessandro Barcellos, estão engajadas na ação que será enviada à CBF.

"Fiquei muito contente, porque eu percebi que, de parte do presidente do clube, há respaldo. Me pareceu isso, pelo menos. Está junto na causa, abraçou o assunto. E o ex-presidente Fernando Carvalho, que é uma liderança reconhecida, está capitaneando no assunto no sentido de que o presidente atual do clube deu para ele carta branca para tocar e coordenar", destacou.

Leonardo Aquino ressaltou ter esperança de desfecho favorável aos torcedores colorados, pontuando que é necessária paciência para conclusão do dossiê. O dirigente apresentou previsão para possível conclusão.

"Não dá para fazer correndo, porque, para quem esperou 20, 21 anos, a gente espera mais alguns meses, algum tempinho, para que a gente consiga levantar bastante material, para levar à CBF e ter êxito", afirmou Leonardo Aquino, que comemorou o interesse do Internacional pelo movimento: "Fico feliz, porque eu pedi para que o clube adotasse alguma medida e a gente está vendo que está acontecendo".

O caso ganhou força após conteúdo da produção "Máfia do Apito", lançada pelo SporTV no ano passado. Edilson Pereira de Carvalho admitiu ter manipulado resultados de partidas. O ex-árbitro afirmou ter "mudado o campeão brasileiro", reconhecendo que o Internacional merecia ter levantado a taça há 21 anos.

Na época, foram anulados 11 jogos sem qualquer prova de interferência indevida do árbitro Edilson Pereira de Carvalho, protagonista principal da Máfia do Apito, sem observância da regra legal segundo a qual anulação de resultado de campo só é justificada por prova irrefutável de interferência indevida, voluntária e dolosa do árbitro no resultado.

Foi criada comissão de árbitros para avaliar jogo a jogo, medida logo desconsiderada com extinção do grupo de análise. Ocorreu sumária anulação das partidas, até mesmo aquelas não submetidas às apostas, razão pela qual Edilson manipulava os jogos.

Dentre os jogos anulados, dois envolvendo Corinthians contra São Paulo e Santos, perdidos pelo futuro campeão, foram repetidos. O clube paulista recuperou quatro pontos nessas remarcações. O Internacional, na ocasião, repetiu jogo que vencera contra o Coritiba, portanto não obteve benefício.

Ao final, os paulistas conquistaram o título com três pontos de diferença. Sem a repetição dos jogos, o Colorado teria chegado um ponto à frente. Com o tempo, Edilson atestou não ter atuado de forma indevida nos jogos que resultaram em remarcações. As partidas não estavam submetidas às apostas e inexiste qualquer prova de erro da arbitragem nesses jogos. O presidente corintiano da época reconhece equívoco em todas essas decisões.

Ademais, no confronto direto entre Corinthians e Inter, na casa dos paulistas, ocorreu inegável erro de arbitragem em favor do time da casa, afetando o resultado normal da partida, nada relacionado à Máfia em si, mas aumentando o senso de injustiça.

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