Texto por Colaborador: Redação 05/01/2026 - 01:00

A geografia do Brasil cobrará seu preço dos clubes de futebol em 2026. A vastidão territorial brasileira criará realidades completamente distintas para as equipes na próxima edição do Campeonato Brasileiro, com alguns times enfrentando maratonas logísticas enquanto outros mal sairão de suas regiões.

Internacional e Grêmio figuram numa posição intermediária dessa equação geográfica. Levantamento do olympics.com coloca a dupla gaúcha na sexta colocação entre os times que mais rodarão o país, com previsão de 35 mil quilômetros percorridos durante a temporada.

Abismo separa Remo dos paulistas

A situação mais extrema pertence ao Remo. Representante solitário da região Norte na elite após 20 anos de ausência, o clube paraense acumulará espantosos 90 mil quilômetros em deslocamentos. Para efeito de comparação, esse número equivale a quatro vezes a distância que os clubes paulistas percorrerão.

Logo atrás na maratona nacional aparecem os baianos Bahia e Vitória, cada um com cerca de 55 mil km pela frente, seguidos pelo Mirassol com 42 mil km.

Na ponta oposta da tabela, Corinthians, São Paulo e Palmeiras desfrutarão do privilégio geográfico de São Paulo. O trio paulista precisará viajar apenas 22,5 mil km cada, menos de um quarto do que enfrentará o Remo.

Essa desigualdade expõe desafio secular que times do Norte e Nordeste enfrentam: além de jogarem futebol, precisam vencer a geografia brasileira, com todos os custos financeiros e desgastes físicos que isso implica.

Os números consideram exclusivamente trajetos entre cidades, somando ida e volta de cada deslocamento.

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